quarta-feira, 18 de abril de 2012

Apresento-me...esta sou Eu

Esta sou "Eu" e estou aqui, de corpo e letras, em poemas recheados de magia e desejos vários em ebulição constante
Estou aqui, de mão dada com o Sol e com o horizonte,de frente para o mar a olhar a fúria das ondas e a imaginar corais e peixes de rara beleza
Esta é a minha Vida,as estrelas estão no meu olhar e areia fina foge-me pelos dedo, enternecida  com o meu afago simplista e quente
Esse sorriso que vês, é o meu e está rasgado por ti... e, apresenta-me a quem me observa atento e me premeia as atitudes impensadas 
Este vento, que sopra apressado e me empurra, desenha no espaço o desejo de Amor que me indicaste a preceito, acreditando que sim...que era "Eu"
Esta arvore que nos dá sombra, não carrega por acaso,uma unica maçã que me provoca um apetite voraz de ti,lembrando atitudes puras de mim...mas em ti.de mim,em nós.
Esta é a minha alegria, a minha força e a minha esperança, em dias melhores e mais delineados. construídos passo a passo, tal castelo na areia da praia...deserta.
Está comigo a minha voz, para gritar ao Mundo o meu querer e o meu empenho ao segundo de cada hora, de cada momento nosso... impossível de viver, sozinha.
Esta é a mensagem que vos deixo, a minha luta,a minha sombra, o meu poema a minha capacidade de escolha,a minha vontade de ir mais longe e atingir a meta.
Esta é a herança, que construo dia-a-dia para presentear aqueles, que me levam a brilhar num rodopio valsado,num vestido rodado...num abraço apertado.
Este é o meu agradecimento singelo e franco, a quem me fez sair do esquecimento e da renúncia perdida, no fundo de uma gaveta entreaberta com aroma, a sorrisos.
Esta sou eu e" ela" a outra que vos apresento e que sempre viveu em mim,nós somos assim, como assim são os amantes da chuva, que não me molha,mas me banha o rosto
Esta sou "Eu" e comigo  apresento os sonhos e as vontades de quem se permite voar sem asas, pelo passado a preparar o presente imaginando o futuro de nós
Esta sou" Eu" pedi emprestado o nome e renasci na história da minha infância,juntei as lições de criança, com aquelas paredes caiadas e aconteci.
Esta sou "Eu" não me separo dela por magia...aquela que só alguns conhecem e aceitam. o encanto a necessidade de partilha...
Este é o meu segredo.Esta sou "Eu" é um gosto poder me " dividir" convosco. 

Inimigos do meu coração


Algumas vezes,ao conhecer alguém,ficamos de imediato “de pé atrás”.Dizem os entendidos,que tal sentimento é natural e faz parte da capacidade de julgamento de todo o ser humano.Talvez seja normal (digo eu) este tipo de reacção,mas o que eu sei e sinto nesses momentos. é que tal embaraço, não é nada confortável. Quando conhecemos pessoas que nos incomodam, ao primeiro olhar,à primeira observação,fico embaraçada...é então normal pensamos mal dessas pessoas? Pensamos sempre que a pessoa poderia ter dito isto ou aquilo,fazer assim ou assado,usar outro argumento,mudamos-lhe até o corte de cabelo ou a roupa e os sapatos apenas num olhar relançado de critica talvez abusiva.(digo eu)Certo é,e definitivo para nós, que até nos exaltamos com a situação descrita, e afirmamos de  imediato ao nosso coração,”Não me identifico nada com esta pessoa…pior não gosto dela…pior ainda não me convenceu minimamente…” Gostávamos então, que a pessoa tivesse feito tudo de outra forma,mais ao nosso jeito e não à sua própria imagem e discernimento, ao seu e não ao nosso, não sei se me faço entender. Tenho pena de admitir, mas o Mundo e a sociedade não são assim,apesar de os tentar-mos “pintar” à imagem pré-concebida da perfeição.Muitas vezes,nada nem ninguém nos convence e a rotina teima em fazer parte da nossa Vida.Penso muitas vezes,que talvez o coração que se aninha no nosso peito,nos ensina coisas “malandras” e nos induz em equívocos precipitados,o que nos leva a vivênciar sensações,deduções e emoções variadas e muitas vezes…erradas.Digo eu, porque penso assim, e julgo ainda ,que a nossa infância é um factor determinante,na formação da nossa capacidade de análise,pois é nesta idade que se adquirem saberes para a Vida e conhecimentos simples,em vivências várias,que se tornam na Vida adulta determinantes à nossa capacidade, de selecção de relações familiares, humanas e sociais.Pessoas há, que ao se cruzarem connosco nas nossas vidas, guardam segredos e cicatrizes que as modificam e manobram,mas nós nem pensamos nisso,ou em qualquer outra razão,apenas julgamos e não aceitamos falhas.Quando nós falhamos vezes demais.Na maioria das vezes, colocamos logo de parte a ideia de aceitar em nosso circulo de amigos,quem segundo a nossas regras não tem qualidades suficientes para lá pertencer e …olhamos para o lado…reviramos os olhos…fazemos caretas,,,piscamos o olho… a algum amigo presente. Torna-mo-nos densos e intransponíveis ao conhecimento,apenas nos damos ao direito de julgar.Imagem a imagem,retrato a retrato lá vamos construindo um “boneco” e rimo-nos dele,confiantes.A pessoa que se cruzou no nosso caminho,poderia até vir a tornar-se um amigo…mas pensamos ”Que susto!”Admitir uma falha da nossa arte de julgar ofende-nos e irrita-nos. Transtorna-nos e retira-nos o foco da realidade das sensações humanas. Bloqueamos definitivamente “pessoas” desconhecidas inicialmente, que por muito que com elas venhamos a privar,as tornámos num impulso inimigas do nosso coração,pois jamais lhes proporcionámos o direito, de se darem a conhecer, de se apresentarem “inteiras”.De se defenderem e protegerem de um julgamento inesperado e diferente.Afinal, todos primamos pela diferença e pelo direito a ela, na conjuntura da imagem.

O coração que mora no meu peito…o meu íman de energia e alento, já me ofereceu de bandeja…com a minha permissão... egoísta e recôndita, vezes sem conta… “Inimigos do meu coração”


terça-feira, 17 de abril de 2012

A minha boneca e quilos de magia



Minha boneca de pano e cetim
Que saudades eu tenho daquele pedaço de mim
Que cabelos de ouro que olhos azuis e bochechas de carmim
Minha bonequinha linda de uma beleza sem fim
Quando me lembro de ti sinto-me criança outra vez
A tua lembrança me envolve numa ternura imensa
O teu aroma a baunilha e chocolate,ainda os sinto em mim …aqui hoje, mulher
Minha boneca de chita e brocado, de rendas e tules sem fim
O meu lado mais doce,ainda chama por ti
A medo…em segredo num trocadilho envergonhado
De manhã e à noite a todas as horas enfim…lembro-me de ti... aconteces em mim aqui
Minha mistura de traços de inteligência e feminilidade
Meu coraçãozinho pequeno, mas maior do que o Mundo… de tão humilde e bondoso
Minha bonequinha amiga, tenho saudades do teu sorriso rasgado,desenhado por mim.


Certo dia, decidi apresentar-te ás minhas amigas da escola, para que pudessem apreciar a tua beleza, vesti-te o teu melhor vestido, penteei-te o cabelo liso e sedoso e coloquei-lhe uma fita cor-de-rosa…levavas vestido o casaco branco de malha que a avó te fizera e as pantufas a condizer…estava um frio de rachar, meti-te na mala e lá fomos nós á descoberta  do cheiro a giz e de risos e choros de crianças.Ao chegarmos,deparaste-te com tamanha confusão, que me pareceu que te escondias assustada, bem no cantinho da minha mala.Tantas crianças diferentes,deves ter pensado,tantos corpinhos ora franzinos ou mais gordinhos.”diferentes” de mim…a tua amiguinha predileta.Olhitos negros e meigos,claros e traquinas,cabelinhos lisos ou carapinhas engraçadas.Crianças muitas e alegres,vivas e predispostas a crescer depressa.
Assististe a tudo atenta,incrédula...conversas,brincadeiras,choros,gritos e sonhos nos seus olhares. Procuras-te entender as suas capacidades, a sua raça o seu género, entre os materiais escolares encontraste  inspiração para brincadeiras nossas,novas e historias que ansiavas viver. Compreendes-te que ter um corpo de boneca está associado a um conjunto de mitos e ideias,e discursos estudados por adultos, cujas infâncias se perderam em vão num espaço inadequado e “pobre”.
Eras  a mais linda de todas as bonecas de pano…a minha princesa.
Nem nas lojas de brinquedos ou museus da especialidade existirá outra igual.
Tudo em ti respirava fantasia,encanto, autenticidade relativa própria de ti e de mim,de nós.
Multiplicados por todos os momentos e sonhos que vivemos juntas…quilos de magia.
Dezenas de bonecas eu vi, mas como tu…só tu… apenas tu, igual a ti própria, única .
Transportaste-me em criança para uma vida diferente de miminhos e doçuras. Loucuras diria também.
Vivi um mundo colorido, digno e propicio a um desenvolvimento especial e harmonioso. Fomos em conjunto com as outras “irmãzinhas”...as tuas, muito felizes. Juntas aprendemos e crescemos, desfrutando de fantásticas aventuras.Guardo desses tempos, lições de Vida e memorias de uma amiga que me ensinou muito, do que hoje sei, da melhor maneira que se pode adquirir conhecimentos verdadeiros,espontâneos,sinceros… a brincar…Contigo descobri a verdadeira amizade, e descobri também que é possível transformar uma menina indefesa e pura, numa mulher forte, e numa mãe  determinada e verdadeira.Contigo e com as recordações de ti. aprendi a ser,a estar e a amar.



Minha boneca de pano e cetim, podes por favor voltar para mim…perdi-te e não percebi a razão
Nem o porquê do "não"
Queria tanto apresentar-te amigos novos…
Se conseguires volta… espero-te na criança que vive em mim.
.

segunda-feira, 16 de abril de 2012

O meu desenho...rabiscado a batom


Depois da lua, tu e o escurecer da noite
Depois de mim o mar e as ondas em fúria
Depois de nós, os gemidos as lagrimas e as mágoas
Depois da Vida o verso, a prosa e o relato dos livros
Depois dos poemas, as frases soltas que escolhi e o meu desenho, rabiscado a batom
Depois, o teu corpo e o meu…e o silêncio na nossa cama, em anatomia pura
Depois o fogo que crepita e as ondas de perfume,que se espalham pelo ambiente,avassaladoras
Depois,  o meu poema  chamou por ti e o teu coração, entregou-se-me vivo e quente
Depois transformas-te-te, tornas-te-te distante,senti-te viajar no teu pensamento,em euforia
Depois fiquei só… troquei de lugar e tu de casa…mas sou eu quem viaja, para te encontrar
Depois tento que voltes e dou-te a minha mão…mas o meu olhar não te alcança
Depois a minha inspiração falha…perco-me no raciocínio e na esperança dos sentidos
Depois de ti...mais nada…resta-me reinventar a minha história...a nossa
Depois quero adormecer nas memórias de um tempo ausente, doce, mágico e encantado
Depois...porque eu sei que somos únicos nesta arte de amar… em forma de poesia

sábado, 14 de abril de 2012

Um começo real sem dor e sem fim


Escrever para mim,é uma maneira de inventar e reinventar o Mundo. Eu sou uma singela contadora de histórias reais.Histórias minhas, só que “transformadas” ao meu jeito, em forma de poema, ou num simples texto.Sonho aventurar-me no Mundo das palavras desde criança. Nesta altura, lia e relia livros, imaginava histórias e vivia intensamente os personagens que habitavam as tramas. Sempre desejei sair do silêncio,descobrir, viajar e desvendar fantasias… as minhas, e as de quem gosto,demais... para lhes ignorar os sentimentos. Sempre que me olhava no espelho, via nos meus olhos sentimentos para contar,fragilidades,conhecimentos simples da minha Vida.Todos os dias,me debatia com outro “alguém” que vivia em mim e me desafiava para contar o ontem,o hoje e desenhar escrevendo, o depois,escrevia as sombras perdidas do Amor, as lendas de algo perdido entre  o hoje e o “nunca” imaginado. Quem me conhece sabe que sou uma romântica, apaixonada pelos meus, mas em especial pelos meus filhos. Gosto do amor que não se exige,do amor que não se compra, gosto do amor que se aproxima devagarinho,tal qual a brisa do mar.Gosto de escrever sobre os dias que chorei e sobre aqueles em que fui feliz…tão feliz.Gosto de escrever,para me distrair, e acalmar assim os momentos de solidão.Destesto estar sozinha,não me canso de o dizer.Adoro historias de amores sinceros,adoro historias de encantar,e que estas, durem o tempo que lhes for possível,mas sempre envoltas em verdade e entrega.Tenho “várias vidas”,várias histórias, mas nem todas vou guardar para mim, quero partilhá-las. Vivi histórias de loucuras,de conformidades,de dor,de desespero,de alegria,de felicidade extrema e de coragem…Vivo esperanças.vivo o amor e a amizade insistentemente, sem desistências,mas faco escolhas... muitas,as necessárias,tomo opções e tenho atitudes e até hoje sempre me orgulhei delas,talvez nem sempre tenha sido certeira,mas sempre fui justa,verdadeira e real nas minhas irrealidades assumidas.Muitas vezes, tenho a sensação de que vivemos num mundo desprovido de sentimentos mas depressa repenso e acredito,  em quem me rodeia, e na esperança de que me surgam relatos de verdade e de conhecimento,assumo o meu papel e imagino de novo, um Mundo justo e que se transforma para o bem. à custa de tanto sofrimento.

Gostava de escrever uma história com um começo real, construi-la nesta viagem pelo meu Mundo, e que ela jamais conhecesse a dor…ou o seu fim.Torná-la num sonho lindo ,numa aventura sem igual.
Assim sendo, continuo o meu percurso sinuoso,vou escalar,vou subir,vou descer mas...vou seguir carregando segredos  fantasias e histórias de mulher...fúrias e desejos avassaladores.
Continuo a minha viagem, como se procurasse um tesouro escondido...e hei-de encontrá-lo!
Aqui no "Meu Mundo"...em mim.

quinta-feira, 12 de abril de 2012

Dias de um “Todo” em mim


Dias em que o meu “todo” faz sentido, eu imagino,sonho e realizo
Noutros porém as partes desse “todo” ao voarem comigo este sonho, deprimem-se
Perdem-se em parte de mim, nada faz sentido e este “todo” reparte-se
E tudo o que faz parque de mim, se assusta na divisão das partes
Lembro-me da saudade, de um sentido saudoso qualquer… que guardei em mim,
Das minhas asas, no meu vazio do dia-após-dia em desalinho
Assim me encontro nas horas mortas…no meu relógio
Tudo e todos se incluem neste “todo” … “os que fazem parte de mim”, ao segundo…
De repente todos figuram no meu sonho,no meu horário
Lembro-me tantas vezes,das partes do “todo” que fui,que sou e das que virão
Logo parte desse “todo” passa a fazer mais sentido….Claro e lógico,exemplificativo.
Mas,o raciocínio já me confunde dias há,em que prefiro nem pensar e relativo…
Relativar, ajuda-me a suportar as dúvidas, para as quais tenho a resposta que evito
Guardo sempre comigo partes da saudade que me abraça, atenta e preocupada
Guardo os beijos, os abraços e os melhores olhares de ti. Pisco-te o olho…
Arrumo as conversas mais “vividas” entre amigos e o sorriso dos meus “amores”
Tenho “amores” diferentes a seu jeito… guardados no coração
Repletos de emoção,que me iluminam e ajudam na solidão, que me assusta o dia
Todos os meus dias,encontro lágrimas de revolta no meu rosto
Apresso-me a enxugá-las rapidamente, mimando-me
Choro também de alegria, a que encontro nos rostos que me sorriem e levam a agir
Todas as minhas lágrimas são verdadeiras e completam o meu “todo” o vosso…
Por culpa dos sorrisos,continuo a lutar e gargalhar com paixão
Não tenho medo de dormir, nem de acordar em mim,estou desperta
Mas,tenho medo de estar sozinha e despertar na dor de um “todo” ausente
Se este “todo” mudar e a sua essência deixar de me suportar…desfaleço desfeita
Adormeço em mim, choro a teu lado e talvez não resista à sua partida.
Não posso acordar nessa madrugada,sem o meu “todo” e o seu ombro para chorar...
Na minha cama ...no teu lugar,perplexa  derrotada e só...morta por dentro.
Adormeço e recomeço... quero dias novos de um "todo" em nós,em mim...


quarta-feira, 11 de abril de 2012

Podia ser "Eu"


Pobre mulher estás  triste … e perdida nesse olhar
A tua pele está escura e seca pelo Sol que te queimou
A tua miséria é extrema... a tua solidão sofrida... a tua beleza eterna
Mulher és fonte de símbolo  e de inteligência  … de recados vários
Deixa-me perguntar-te a tua dor e o que te empurra e motiva …ainda
Poderia ser eu a sofrer dessa angústia escrava …e vã...podia ser eu ...sim
O teu penar é humilhante …não para ti... mas a quem te ignora o amanhã
Quero entender-te e ajudar-te a conhecer mais… a ambicionar outras presenças
Ninguém te estende uma fatia de pão …e tu olhas a fila dos que nada têm…é imensa…Concordo
Sim… sei não escolheste a tua porta… e a poeira sujou-te o tapete.Limpaste e voltaste a sacudir...
Só te visitou gente sem rumo... cuja única companhia era a fome e o desespero
Não percebo porque não te vi antes…estavas  ai certamente… apreciando o Mundo
Atónica retraída e expectante …peço desculpa nem reparei …podia ser eu…”Eu” afinal
Ai…ai a minha consciência...e esta sociedade que se mata em troco de nada…por nada ser
Sim os dias andam e voam... dançam e entrelaçam-se e tu parada...esperando paciente... demais
Esperando e aceitando o destino como única escolha …possível e indomável
Olha... o Mundo não te cabe na mão… tão pouco no coração
Finges que nem te lembras …mas as rugas e teus traços recordam-to...a dor convive contigo
Gostas de ver as crianças brincar á tua porta … e como elas te ouvem
Ouvem-te como se jamais tivessem escutado outra história…outra canção
Estão naturalmente sujas… mas a sua inquietude sempre as ajuda a brilhar
Beijas-lhe o rosto… afagas-lhe o cabelo e exclamas com  a alegria própria de uma mãe coragem
“Brinquem…vão brincar! Cuidado não se magoem!…
Estranhei não te ter ouvido chorar…não te teres dado por vencida…
Duvidei até que ainda acreditasses …como o Mundo é intrigante e injusto
Disseram-me que não aceitas-te aquela tarde… aquela em que uma criança linda te olhou
Não pudeste ajudar… ”Mamã “ esta palavra continua a soar no teu ouvido
Os seus bracitos erguidos na tua direção…muitas  vozes e uma cancela de madeira…fechada
Mulher qual é a tua maior certeza…o segredo que guardas na garganta
Aquele que não consegues aceitar …então vive… conta e reconta a tua história orgulhosamente
Eu aprecio a tua imagem a tua capacidade de luta e… os teus olhos
Enquanto procuras repostas ...os teus olhos modificam imagens e constroem ideias
As leis e as regras que te revoltam …não te alimentam…mas criticam-te e negam-te auxilio
Procura dentro de ti uma palavra perdida um suspiro de alento...
Uma réstia do teu corpo saudável…a Vida escapasse-te entre os dedos
A mão que te segura não te detém…porque será
E eu aqui estou… a tentar contar a tua historia o teu viver…mas… podia ser “Eu”